Creches nos quartéis?

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 27 Março 2019
Creches nos quartéis?
  • Alberto Magalhães

 

 

Hoje, o jornal Público brinda-nos com a seguinte manchete: “Governo quer creches em quartéis para ter mais mulheres militares”. Esta é apenas uma das propostas que o nosso ministro da Defesa nos apresenta como parte do Plano Sectorial para a Igualdade da Defesa Nacional. Entre outras medidas, o ministro propõe-se melhorar as infraestruturas de apoio à parentalidade e disse, a propósito, que estas “são questões que são particularmente valorizadas pelas mulheres, devido às tradições da nossa sociedade, mas elas são aqui pensadas para homens e mulheres de igual forma” (fim de citação).

Deixem-me ser um poucochinho cínico, para dizer que, seguramente devido às nossas tradições sociais, são as mulheres que costumam engravidar e são elas que suportam a gestação dos bebés, para já não falar da saudável amamentação dos ditos cujos. Deixem-me também sugerir que soa um bocado bizarro haver creches em quartéis, alvos militares por excelência em caso de conflito armado.

Para que esta obsessão pela igualdade do que é manifestamente desigual não fique sem resposta da sociedade civil menos avançada, vejo-me obrigado a recordar aqui um simples facto da vida: enquanto um homem, se necessário fôr, chega para engravidar um batalhão de mulheres, uma mulher, face à mesma necessidade, não consegue ter filhos de um batalhão de homens.

É por esta simples e tradicional realidade biológica que os homens são mais dispensáveis do que as mulheres e, por saudável tradição, costumam ser eles os primeiros a dar o corpo às balas. Creches sim, mas fora dos quartéis!

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