Da crítica nasce mais luz

Nota à la Minuta
Segunda-feira, 01 Março 2021
Da crítica nasce mais luz
  • Alberto Magalhães

 

 

Amanhã passará um ano desde que faleceu, em Portugal, a primeira vítima de covid-19. Dizem que, no outro lado do mundo, existe um país, a Nova Zelândia, que conseguiu lidar bem, o tempo quase todo, com a pandemia. Parece que a China, aparentemente, também, mas de um país em que a liberdade de expressão tem tão pouca expressão, é difícil ter certezas.

Em Portugal, há quem pense que é criminoso criticar os erros, as hesitações, as más decisões, as imprecisões e as prepotências das autoridades políticas e sanitárias. Penso que, sem críticas, a sua actuação teria sido muito pior. Mas hoje, quero falar do “passaporte vacinal” ou “certificado de vacinação”, uma boa ideia que, apesar de todas as dificuldades de concretização, pode ser vital para permitir a retoma das viagens entre países, sejam de negócios sejam de turismo. António Costa vê as vantagens da sua criação ser coordenada ao nível europeu e, parece-me, tem toda a razão.

Mas logo o Professor Rui Nunes, presidente da Associação Portuguesa de Bioética, veio dizer que receia que a criação do “passaporte” suscite episódios de discriminação e que os cidadãos que ainda não foram vacinados, não podem ser marginalizados no caso de pretenderem viajar. Rui Nunes, defende o reforço da testagem como ferramenta mais de acordo com a defesa dos direitos humanos.

Provavelmente, a solução do problema das viagens, terá de incorporar os testes e os certificados de vacinação. Embora me tenha apetecido, num primeiro momento, dizer ao professor que discriminar é, às vezes, imprescindível, a sua crítica ajudou-me a ver que é preciso acautelar o direito à viagem dos que ainda não tiverem conseguido tomar a vacina.

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