De que esperam?

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 24 Outubro 2018
De que esperam?
  • José Policarpo

 

 

O assunto que tratarei na minha crónica de hoje é recorrente, por isso, peço as minhas desculpas aos ouvintes e aos leitores mais assíduos pela minha insistência. O assunto é a gestão, ou, a falta dela, do trânsito e da mobilidade dos peões nossa cidade.

Na terça-feira desta semana uma senhora que atravessou uma das passadeiras da Avenida D. Manuel Trindade, nomeadamente, a que está junto da rotunda que confina com rampa do seminário, dirigiu-se a mim que, também, ia iniciar a minha travessia pela mesma passadeira, com um ar muito assustado, porque não era a primeira vez, que, no mesmo local, ia sendo atropelada por um condutor menos avisado.

Na verdade, conduz-se em Portugal de forma muito pouco avisada, diria mesmo, pouco civilizada. As estatísticas não o desmentem. Porém, não é razão só por si para justificar os inúmeros acidentes e atropelamentos que ocorrem nas estradas portuguesas e a cidade de Évora não será exceção.

A cidade de Évora será das capitais de distrito que eu conheço, e, conheço quase todas, com pior sinalização de trânsito. Seja ela vertical, seja ela horizontal. As delimitações das passadeiras em muitos casos são praticamente, inexistentes, sendo a sinalização vertical muito deficiente, sobretudo, nas horas de maior trânsito e à noite.

Ora, a câmara municipal tem o dever de dar uma resposta articulada e eficaz a esta situação, porque o que está em causa é a segurança das pessoas, sobretudo das crianças, dos mais idosos e dos cidadão de mobilidade reduzida. Para isso, deverão ser criadas passadeiras com iluminação, viseis a distâncias de segurança e, ser também, restringido a velocidade dos veículos, com o recurso aos semáforos sensíveis à velocidade. De que é que estão à espera?

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