Democracia, sempre!

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 27 Novembro 2019
Democracia, sempre!
  • José Policarpo

 

 

Na passada segunda-feira, dia 25 de novembro, decorreram quarenta e quatro anos que, um conjunto de militares, comandados pelo já falecido Jaime Neves colocou fim à vontade do partido comunista de introduzir no nosso país uma democracia popular, que mais não passava de um regime totalitário. Por conseguinte, tratava-se de uma ditadura de cariz diferente àquela que a revolução de abril pusera fim.

Na verdade, para os democratas não há boas ditaduras. São todas perniciosas para a liberdade individual. É tão mau viver na Coreia do Norte, como foi viver na ex-União Soviética ou na Alemanha nazi. Não há, por isso, boas ou más ditaduras. São todas repugnáveis, à luz dos valores consagrados pela democracia.

Com efeito, a liberdade só foi possível de ser instituída no nosso país porque os democratas, à época, eram em número superior ao dos fascistas e ao dos comunistas.

A revolução de abril colocou fim a quarenta e oito anos de um regime antidemocrático, mas o que na verdade permitira ao país concretizar dois dos três D`s da revolução, porque um ainda está por concretizar, o “D” do desenvolvimento, foram, inquestionavelmente, os militares que realizaram o 25 de novembro.

O movimento militar que em 25 de novembro de 1975, pôs fim à deriva comunista liderada, entre outros, por Álvaro Cunhal e por Vasco Gonçalves, permitiu aprovar em 1976 uma constituição em liberdade e, consequentemente, instaurar a democracia em Portugal.

Por isso, em nome do rigor histórico, jamais poderemos falar que Portugal é um país democrático e livre, sem evocarmos o 25 de Novembro de 1975. Eu, pela minha parte, muito agradeço a Jaime Neves e a Ramalho Eanes, não ter vivido sob a alçada do jugo comunista.

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