Deveres, só para alguns

Quarta-feira, 10 Junho 2020
Deveres, só para alguns

 

 

Os 48 anos de ditadura poderão ter condicionado o desenvolvimento da sociedade portuguesa em muitos aspetos, mas duvido que esteja na base da tolerância da generalidade dos portugueses para com os disparates e atitudes realizados pela extrema esquerda.

A manifestação realizada no passado fim de semana, não está em causa a bondade da iniciativa e também não sou daqueles que acha que o país não tenha fenómenos de racismo e de xenofobia, é um exemplo do total desrespeito pelas regras instituídas.

O Estado português através da direção geral da saúde, determinou, entre outras coisas, que face ao estado atual do desconfinamento, o distanciamento social era para ser mantido. No mínimo 2 metros entre pessoas.

Aquilo que fora relatado pela comunicação é tudo menos a observação dessa regra. Não entendo, por isso, porque é que não houve fiscalização e, consequentemente, a reposição da ordem publica. Como, também, não entendo o barulho do Bloco ao aplaudir a iniciativa, o silencio do Presidente da república e do governo. Tempos paradoxais este em que vivemos.

A ministra da cultura deslocou-se a Évora no sábado e fora abordada pelos representantes do grupo de forcados amadores de Évora que manifestaram o seu desagrado na manutenção da proibição da realização de touradas.

Não estou por dentro das razões do impedimento, mas se permitem a realização de espetáculos musicais no campo pequeno, não entendo a discriminação relativa às corridas de touros. Qual é a diferença? Os aficionados serão menos bem-comportados do que os apreciadores de musica? Não creio. Porventura, a razão do tratamento diferenciado esteja no preconceito e em questões eleitorais.

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