Dia “D”

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 22 Dezembro 2021
Dia “D”
  • José Policarpo

 

 

Não tenho por hábito fazer neste espaço de opinião o balanço do ano político, porque a complexidade da vida política é demasiado dinâmica para ser objeto de balanço com o mínimo rigor.

Por isso, dedicarei esta crónica, que será a última do ano, ao significado que terá o próximo dia 30 de janeiro para os portugueses. Ficarão a saber nesse dia se o pântano permanecerá com a despesa pública descontrolada, as liberdades individuais condicionadas e o futuro dos jovens comprometido aos interesses instalados, ou se haverá esperança com o “enterro” definitivo da malfadada geringonça.

Na verdade, o que se irá colocar aos eleitores, em particular, aos do centro e do centro direito no próximo dia 30 de janeiro, serão, sobretudo, duas alternativas: uma será a continuidade do imobilismo e que tudo se resolverá pela inercia das circunstâncias à semelhança do que sucedera nos últimos seis anos.

A outra, espero eu que se coloque neste patamar de lucidez, deverá falar verdade aos portugueses, dizendo se pretendem um país com um digno futuro, menos desigual, mais promissor para os mais novos e que o mérito é a única forma de recompensa. Para isso, será indispensável haver despesa pública com critério e serem levadas a cabo as verdadeiras e necessárias reformas nos sectores: saúde, educação, segurança social, justiça e administração pública.

Na minha opinião pessoal, o interesse nacional, só poderá ser defendido através de uma frente partidária que compreenda os partidos do centro-direita, pois só esta poderá dar resposta às necessidades reais e não virtuais do país. Este partido socialista não é confiável para qualquer solução de poder, já o demonstrou por várias vezes nos últimos seis anos. Não perceber isto será um erro capital.

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