Dia da Europa

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 11 Maio 2018
Dia da Europa
  • Rui Mendes

 

A 9 de Maio comemorou-se mais uma vez o Dia da Europa.

É claro que é um dia emblemático. É um dia de particular simbolismo e que possui um sentido muito próprio: o de reavivar o projecto europeu e criar um espírito europeu em todos povos que integram a União Europeia, algo que é cada vez mais necessário ser fomentado. Não só porque unir 28 povos, cultural, social e economicamente distintos é uma tarefa difícil, como não será fácil uni-los após uma crise acentuada como aquela que se instalou na Europa em 2008 proveniente dos Estados Unidos e que terá deixado as suas marcas. Ainda assim é hoje visível e sentida a recuperação económica que, entretanto, começou a dar sinais de retoma, tendo quer os países que integram a UE, quer os que se incluem na Zona Euro apresentado crescimento económico em 2017, algo que se prevê que continue e que se consolide.

Conseguir a estabilidade da economia europeia e um crescimento económico sustentado é algo absolutamente necessário para se conseguir mais coesão na UE, e para se alcançar políticas sociais de maior importância, permitindo uma Europa mais social.

A Europa tem que ter respostas para os actuais problemas com que se confronta. E não são apenas problemas com uma origem económica.

Os problemas actuais com que a Europa se depara têm diferentes origens. Contudo, os que têm um maior impacto são sem dúvida os resultantes de conflitos armados. São várias as fronteiras da Europa que são pressionadas pelos efeitos criados por países que se encontram em guerra civil.

O fluxo de refugiados que chega à Europa obriga a que a UE tenha que arranjar novas respostas, que têm que passar por uma capaz integração destas pessoas. Só assim estas gentes serão um valor e não um custo para os povos europeus.

Num mundo em forte agitação as posições (im)previsíveis dos EUA ou, dito melhor, do Presidente dos EUA em nada ajudam.

Tenhamos consciência que hoje os eurocépticos ganharam espaço em alguns países. E não foi apenas no Reino Unido onde o BREXIT venceu. A perda do Estado Social e a crise económica terá pesado para os italianos. A questão dos refugiados terá sido a razão, especialmente, para os húngaros e para os polacos. Enfim, outras razões certamente haverá. Mas o que importa é que a Europa tenha respostas, e por essa via fazer com que os europeus acreditem e estimem um projecto único e de um valor incalculável.

Ninguém certamente estaria à espera que a construção do projecto europeu fosse tarefa fácil.

Portugal muito deve à União Europeia. Se somos hoje um país moderno é porque pertencemos à UE. Se temos uma economia mais competitiva é porque integramos a UE. Se somos um país mais protegido é porque estamos na UE.

É caso para dizer que a união faz a força.

 

Até para a semana

 

Rui Mendes

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