Dia da Vergonha e Dia da Europa

Nota à la minuta
Terça-feira, 10 Maio 2022
Dia da Vergonha e Dia da Europa
  • Alberto Magalhães

 

 

Tal como previsto, as expectativas em relação ao discurso de Putin, no Dia da Vitória, eram demasiadas. Putin não tinha nada de honroso para apresentar e limitou-se a reproduzir os argumentos já antes papagueados por si e pelo seu sabujo Lavrov. Tudo o que andam a fazer, disse, destinou-se e destina-se, não só a prevenir as manobras da NATO naquela região e a invasão do Donbass e da Crimeia, como a eliminar a tropa fandanga neonazi, que por ali andava. A Ucrânia não foi mencionada, pois não passa de um sonho mau. Enfim, parece não haver dúvidas de que Putin tem medo de que os russos saibam o que se anda a passar na Ucrânia. Este seu Dia da Vitória poderá, um dia, vir a ser conhecido como o Dia da Vergonha.

Enquanto Vladimir Putin vai atascando a Rússia no lamaçal desonroso, a Europa festeja a vitalidade da União e o discurso de ontem de Ursula von der Leyen é disso prova. A imagem de uma União democrática é uma “imagem mais poderosa do que qualquer parada militar que decorre em Moscovo, enquanto falamos”, disse ela, mas avisou: “não tomemos por garantido o que a Europa é e sempre foi – um sonho formado pela tragédia, que hoje brilha da forma mais intensa”. Dirigindo-se aos ucranianos, von der Leyen garantiu que “o futuro da vossa democracia também é o futuro da nossa democracia”.

Em Portugal, o Dia da Europa, celebrou-se em Évora, onde Elisa Ferreira depositou um primeiro cheque de mil e tal milhões de euros do PRR nas mãos de Mariana Vieira da Silva. Esta teve o cuidado de não perguntar “já posso ir ao banco?”

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