Dissidência no Labour

Nota à la Minuta
Terça-feira, 19 Fevereiro 2019
Dissidência no Labour
  • Alberto Magalhães

 

 

Na semana passada, John McConnell, ministro-sombra trabalhista para as Finanças do Reino Unido e braço direito de Jeremy Korbyn, quando lhe perguntaram em público se considerava Winston Churchill um herói ou um vilão, respondeu “vilão”, chocando não só os conservadores, como parte dos próprios trabalhistas.

Ontem, sete deputados trabalhistas desvincularam-se do partido, por discordarem do modo como Jeremy Korbyn tem conduzido a oposição a Theresa May e se tem comportado em relação ao Brexit. Propõem-se, inclusivamente, trabalhar para a realização de um novo referendo.

Um deles, Mike Gapes, deputado há 50 anos, considera – segundo o jornal The Guardian – o actual líder trabalhista uma ameaça à segurança nacional, por estar do lado errado em muitas questões internacionais, da Rússia à Venezuela. Chris Leslie, ex-ministro-sombra das Finanças, afirmou que o partido está refém da extrema-esquerda e que “o marxismo está a aparecer disfarçado de Partido Trabalhista”.

Pior, Luciana Berger, ex-ministra-sombra para a Saúde Mental, judia, denunciou um clima de “intimação, intolerância e preconceito” anti-semita, no interior do partido.

John McConnell, condenou a cisão como um favor ao governo de May, mas as últimas sondagens, ao darem um reforço do Partido Conservador, parecem mostrar que é Corbyn que anda a empurrar os trabalhistas para a derrota.

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