Do milagre à depressão – II

Nota à la Minuta
Terça-feira, 23 Junho 2020
Do milagre à depressão – II
  • Alberto Magalhães

 

 

Dado o clima depressivo em que se caiu nos últimos dias, fui comparar os números de ontem da DGS, com os de há precisamente um mês, 22 de Maio. O número de infectados, de facto, disparou, de 12634 passou para quase 39400, ou seja, mais que triplicou. No entanto, apesar da caça aos jovens rebeldes, nos portugueses com menos de 40 anos, o aumento do número de casos não chegou a 50%. Será que o aumento de infectados no último mês é caso para soarem todas as campainhas de alarme, aqui e na Europa? Vejamos a evolução de outros números, antes de responder.

O número de internados nos hospitais, passou de 576 para 424 (menos 152). O número de doentes nos cuidados intensivos, passou de 84 para 72 (menos 12). Não posso dar-vos o número de internamentos para os doentes com menos de 40 anos porque, estranhamente, a DGS insiste em não o fornecer.

Vejamos o número de mortes com covid-19. Em 22 de Maio eram 1289; ontem, tinham passado para 1534 (mais 245). Porém – e é bom que se atente neste número – abaixo dos quarenta anos, passámos de uma morte para três.

Estamos, portanto, longe do apocalipse anunciado, com um comportamento global muito satisfatório e sem números que causem qualquer surpresa. Já se sabia (eu ouvi-o da boca de vários especialistas) que o número de casos ia aumentar, com o progressivo desconfinamento. Fundamental agora é que quem pertence a grupos de risco se proteja e seja protegido. São eles que, verdadeiramente, correm perigo significativo e é neles, sem dúvida, que se devem concentrar as atenções.

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