É branding demais

Nota à la Minuta
Terça-feira, 29 Outubro 2019
É branding demais
  • Alberto Magalhães

 

 

O Pavilhão Atlântico, inaugurado na Expo 98, passou, em 2013, a chamar-se Meo Arena e, em 2017, Altice Arena. Não gostei. Continuo a chamar-lhe ‘Atlântico’ e passei a sentir uma certa irritação contra as marcas referidas.

Erguido em 1865, o Palácio de Cristal foi demolido em 1951 e renasceu, em 1952, como Pavilhão de Desportos, tendo Portugal ganho o Mundial de hóquei em patins aí disputado nesse ano. Em 1991, passou a chamar-se Pavilhão Rosa Mota, um nome que dispensa apresentações (e não me chocou). Agora, depois de uma decadência inusitada e de várias tentativas de reabilitação abortadas, a Câmara Municipal do Porto conseguiu financiamento para transformar o edifício numa espécie de Pavilhão Atlântico, para cerca de 8 mil espectadores.

Em Outubro do ano passado, o executivo da autarquia portuense alegava, no que respeita à inclusão da marca de cerveja no nome, (e cito), “contrariamente a um primeiro pedido […] este não altera a designação formal ou corrente do equipamento, traduzindo-se apenas na adopção suplementar de branding”.

Não admira pois o espanto da campeã quando, em vez de “Pavilhão Rosa Mota”, seguido do suplemento Super Bock Arena, viu o seu nome passar a suplemento quase invisível da marca de cerveja. Não gostou. Eu também não. Seremos só os dois? Parece que o Presidente da República também não. Publicidade negativa por manifesta arrogância?

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