É Carnaval, mas haverá quem leve a mal

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 14 Fevereiro 2024
É Carnaval, mas haverá quem leve a mal
  • José Policarpo

O presidente da república com o pretexto de que o partido incumbente necessitava de tempo para a eleição do novo líder, marcou as eleições legislativas do dia 10/março com mais de três meses de antecedência. É muito tempo e as pessoas chegarão ao ato eleitoral fartas e cansadas de tanta propaganda eleitoral e, porventura, com consequências na abstenção. Veremos se assim é.
Não sou contra o esclarecimento cabal do eleitorado, porém os debates, quase todos, não têm sido claros quanto às medidas a tomar para que se possam ser evitadas no futuro circunstâncias similares àquelas que conduziram à demissão do atual primeiro-ministro.
Na verdade, pelo menos para aqueles que regem as suas posições com alguma honestidade intelectual não podem deixar de reconhecer que, tem existido, de alguns anos a esta parte, um processo continuo de degradação das instituições públicas. Este fenómeno fora publicamente reconhecido pela quarta figura do Estado e por muitos outros, pelo menos, no recato das suas vidas.
Pelo que, é imperioso, é dever, dos dois candidatos principais a primeiro-ministro, da AD e do PS, dizerem ao eleitorado o que pensam sobre esta matéria e o que irão fazer se ganharem as eleições para colocar fim ao processo de degradação institucional em curso. De contrário, o país cairá com toda a certeza nas mãos de movimentos populistas, que conduzirão o país sabe-se lá para onde. Fica aqui a dica.

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