Eleições e serviços mínimos

Nota à la Minuta
Segunda-feira, 23 Setembro 2019
Eleições e serviços mínimos
  • Alberto Magalhães

 

 

Ontem, as eleições regionais na Madeira coincidiram com o início da campanha eleitoral para a Assembleia da República. No arquipélago, o PSD foi o partido mais votado, mas perdeu dois deputados e com eles a maioria absoluta, velha de 43 anos. O BE e o PND deixaram de ter representação, o Juntos pelo Povo passou de 5 para 3 lugares, o CDS de 7 para 3 e os comunistas de 2 para um.

Para onde foram todos estes lugares? Bom, o PS, que há 4 anos, coligado com o PTP, o PAN e o MPT, obtivera 6 lugares, desta vez, sozinho, alcançou 19. Ou seja, o voto útil no Partido Socialista (ou talvez seja mais acurado dizer o efeito Paulo Cafôfo), levou ao melhor resultado de sempre deste partido, embora sem impedir que, agora com a inevitável ajuda do CDS, o Partido Social-Democrata continue a governar.

Quanto às eleições legislativas, a Rádio Diana é uma das rádios – e são muitas por todo o país – que decidiram reduzir a serviços mínimos a cobertura da campanha eleitoral. O motivo imediato? A recusa ou indiferença dos partidos representados na Assembleia, em estender às rádios locais a atribuição de tempos de antena para as campanhas eleitorais legislativas.

Mas existe um motivo mais profundo: há anos que sucessivos governos agem como se estivessem interessados em prejudicar, e mesmo exterminar, as rádios locais. As obrigações idiotas e o apoio a poderosos lóbis que tentam sugar proventos imorais da actividade das rádios, atingiram um patamar intolerável. Os ouvintes têm de saber, aos políticos não chega prometer.

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