Emergência na Educação

Nota a la Minuta
Quinta-feira, 28 Abril 2022
Emergência na Educação
  • Alberto Magalhães

Estamos quase no fim do ano lectivo, mas ainda existem 20 mil alunos que estão sem professor a pelo menos uma disciplina. Aliás. um estudo da Universidade Nova, encomendado pelo Ministério da Educação, conclui que, já no próximo ano, este número poderá subir para 100 mil e que, se nada for feito, em 2030 haverá 34 mil professores em falta. Perante a situação, que a passos largos se aproxima da catástrofe, o ministro João Costa, secretário de Estado no anterior Governo, é bom não esquecer, resolveu acordar, tarde e a más horas, para o problema da classe docente portuguesa, envelhecida, desmoralizada, deprimida mesmo, e para a falta de renovação geracional consequência de condições de trabalho cada vez mais repulsivas.

Para este fim de ano, anunciou o ministro, à saída da reunião com os 12 sindicatos 12 do sector, procura o ministério contratar 5 mil professores, retirando do ‘castigo’ os professores que recusaram horários pouco ou nada atractivos, e dando-lhes agora condições remuneratórias minimamente decentes. Para futuro, anuncia agora o ministro, serão revistas regras de recrutamento e condições de trabalho, nomeadamente, que “todos os professores contratados com horários anuais e completos vejam os seus contratos renovados no próximo ano”.

Apesar de não irem tão longe quanto, mais tarde ou mais cedo, terão de ir, as intenções de mudança do Governo são bem vindas e só pecam por tardias. Esperemos que o super sindicalista Mário Nogueira, da Federação Nacional de Professores, reme para o mesmo lado.

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