Enfermeiros requisitados e duas atitudes inqualificáveis

Nota à la Minuta
Sexta-feira, 08 Fevereiro 2019
Enfermeiros requisitados e duas atitudes inqualificáveis
  • Alberto Magalhães

 

 

O governo português, finalmente, aprovou a requisição civil dos enfermeiros, abrangendo quatro hospitais onde os serviços mínimos não terão sido cumpridos. Para mim, leigo em matérias legais, os serviços mínimos de uma greve de enfermeiros deveriam abranger quase todo o tipo de cirurgias. Ou seja, os grevistas decidiram limitar a sua greve, precisamente, a uma actividade que, pela sua natureza, deveria integrar serviços mínimos.

Esta semana, duas atitudes inqualificáveis, qualificaram demasiado bem quem as tomou. Tivemos o exército de Nicolás Maduro a bloquear uma ponte que liga a Venezuela à Colômbia, com o objectivo de impedir a entrada, por esse canal, de qualquer ajuda humanitária, apesar da situação desesperada em que se encontram centenas de milhar de pessoas, dada a falta de comida e de medicamentos essenciais.

Noutros tempos seria suficiente para provocar uma guerra. Luigi di Maio, vice-presidente do governo italiano e líder do Movimento 5 Estrelas, reuniu-se em Paris com cabecilhas dos “coletes amarelos”, juntando-se assim – na afronta directa a Macron – a Matteo Salvini, ministro do Interior italiano e líder da Liga, que já declarara esperar que o povo francês se veja rapidamente livre de um mau presidente. A França chamou a Paris o seu embaixador em Roma, com o ministro dos Negócios Estrangeiros francês a declarar que tamanho ultraje não se via desde o final da 2ª Guerra Mundial. Ou seja, desde os tempos do fascista-mor Benito Mussolini.

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