Espantar os medos com sábias cautelas

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 02 Junho 2021
Espantar os medos com sábias cautelas
  • Alberto Magalhães

 

O processo de vacinação tem decorrido sem sobressaltos de maior. Não tão depressa como seria de desejar, mas, mesmo assim, já com 20% de cidadãos com a dose completa e 40% com, pelo menos, a primeira dose tomada. Melhor, nos maiores de 80 anos, mais de 90% tem a vacinação completa e no grupo etário dos 65 aos 79, mais de 90% tomou, pelo menos uma dose, percentagem que baixa para 50%, no grupo dos 50 aos 64 anos.

Parece, pois, não restarem dúvidas de que é graças ao avanço do processo de vacinação dos grupos de maior risco que, nas últimas semanas, o número de mortes por Covid-19 tem sido residual, e o número de internamentos se tem mantido suportável para os hospitais.

Significa isto que podemos dar por terminada a pandemia, abandonar as máscaras, encher pistas de dança e celebrar os Santos Populares aos magotes? Bom, sabemos que o país ainda está longe de atingir a imunidade de grupo e que festejos generalizados acabarão por aumentar substancialmente o número de contágios, embora com impacto mitigado na saúde pública. Mas diz-nos o bom senso que estão em vigor medidas de exagerada precaução, por vezes de duvidosa racionalidade.

Espera-se, por isso, que hoje o Governo corrija algumas das mais flagrantes, entrando em sintonia com a atitude do Presidente da República, que pede equilíbrio sagaz entre a prudência sanitária e a urgência de viver. Está na altura de começar a espantar os medos, mantendo embora sábias cautelas.

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