Estamos doidos?

Nota à la Minuta
Sexta-feira, 09 Abril 2021
Estamos doidos?
  • Alberto Magalhães

 

 

A sensação tem-se vindo a acumular e, nesta semana, o processo acelerou. A pandemia e os seus constrangimentos têm, dizem, efeitos nefastos na Saúde Mental das populações. O problema é se, afinal de contas, os mais afectados são quem nos deveria orientar: os dirigentes políticos, os jornalistas, as autoridades de Saúde, os cientistas. Quero ser o mais claro possível neste desabafo: ou sou eu que já estou meio delirante ou, nos dirigentes europeus, incluindo os nacionais, há uma progressiva e perigosa ‘patetização’, uma crescente tendência para o disparate.

O presidente do Infarmed, falou-nos de dois casos, semelhantes mas diferentes, de tromboembolismo que têm sido associados à força à vacina que, dizem, fará o Reino Unido alcançar a imunidade de grupo na semana que vem. Diz o senhor, que uma das pessoas tinha tomado a vacina da AstraZeneca e que, a outra pessoa, tinha tomado outra vacina, sem dizer qual. Está maluco ou é de mim?

O JN e o Expresso noticiaram ontem que uma mulher de 61 anos, com uma grave doença cardíaca, seguida nos cuidados paliativos do Hospital de S. João, morreu “após vacinação”. Serão inimputáveis ou deram em imitar o Correio da Manhã?

Por toda a Europa, um simulacro de ciência, completamente disparatado, torna a União alvo da chacota do mundo. Os europeus, queixam-se de falta de vacinas e tratam de ‘queimar’ a que compraram em maior quantidade, metendo medo aos cidadãos, por motivos delirantes ou inconfessados.

Sobre a triste figura que os representantes europeus fizeram na Turquia, as novidades são piores. O governo turco insiste que todos os pormenores foram combinados com o protocolo europeu. Ora, como a equipa de protocolo da Comissão Europeia ficou em Bruxelas, deduz-se que foi a do Conselho Europeu que fez asneira. Puxou pelos galões de Charles Michel e colaborou com o turco na tarefa de humilhar a senhora Von der Leyen. Já não chegava a humilhação imposta por Putin ao chamado Ministro dos Negócios Estrangeiros europeu, para fazer mossa na auto-estima da União. Teremos agora os dirigentes da Comissão e do Conselho europeus a contas com o stress pós-traumático e a culpa de quem não soube defender os valores e a honra da Europa.

Mas, talvez seja eu que precise de terapia!

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