Finalmente Cabrita saiu, tarde!

Segunda-feira, 06 Dezembro 2021
Finalmente Cabrita saiu, tarde!

Há quase exactamente um ano, em 15 de Dezembro de 2020, eu comecei a chamar a Eduardo Cabrita “o futuro ex-ministro da AI”. Tornara-se claro que a direcção do SEF, pelo menos entre 19 e 30 de Março desse ano, escondera do ministro o assassinato do migrante ucraniano, ocorrido no aeroporto de Lisboa. Isso deveria ter levado à imediata demissão de Cristina Gatões, demissão que só aconteceu, por iniciativa da própria, em Dezembro; sem uma palavra de reprovação de Cabrita.

Hoje, posso falar do ex-ministro Cabrita, que se demitiu para não prejudicar o Partido Socialista nas próximas eleições e não para assumir a responsabilidade política por mais uma morte que, tal como a outra, não foi directamente causada por si. Aliás, na versão repugnante de Cabrita, neste caso, a viatura em que ele seguia, apenas como passageiro, foi, ela própria, vítima de um acidente, causado por um atravessamento indevido, num local não sinalizado.

Desde então, o ex-ministro tem-se dito e redito vítima de redobrado e repugnante aproveitamento político, por parte de oposições e meios de comunicação. Uma autêntica perseguição contra um excelente ministro – no entendimento de António Costa e, mais ainda, no do próprio Cabrita. Aliás, graças a ele, os fogos de Verão desapareceram, os crimes violentos evaporaram-se, os sportinguistas puderam festejar o campeonato sem correrem riscos pandémicos e foi possível determinar a velocidade da viatura que sofreu o acidente em menos de sete meses. Tudo isto a gentalha (alguma até do PS), quer apagar do currículo do ministro e logo deste Governo.

Entretanto, do que já veio a lume do despacho do Ministério Público, no DN de sábado, este tem muito que se lhe diga. É assunto a acompanhar. Para já, o jornal I de hoje diz que a procuradora se enganou e titula: “Testemunha que iliba ministro não ia no carro”.

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com