Fraudes eleitorais em Moçambique

Nota à la Minuta
Terça-feira, 22 Outubro 2019
Fraudes eleitorais em Moçambique
  • Alberto Magalhães

 

 

Na semana passada, quase treze milhões de moçambicanos foram chamados a participar em mais um processo eleitoral. Durante a campanha foram mortas 44 pessoas. Só em Gaza, a Comissão Nacional de Eleições e o Secretariado (muito pouco) Técnico de Administração Eleitoral registaram, segundo o semanário Expresso, 300 mil eleitores fantasmas, para favorecer a Frelimo, enquanto bloqueavam a credenciação de 820 observadores da sociedade civil, nacionais e estrangeiros. Muitos eleitores, para evitar enganos, trouxeram de casa boletins de voto já preenchidos.

O relatório preliminar da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia refere, por exemplo, que (e cito) “grupos desconhecidos de observadores obtiveram acreditação nos dias imediatamente antes das eleições” e o seu número subiu “rapidamente de 10 mil para 42 mil, sem que a sua filiação fosse conhecida”. Apenas refiro alguns exemplos, que mostram bem que estas eleições, além de sangrentas foram fraudulentas.

Claro que Filipe Nyusi, actual presidente e candidato, foi reeleito com 70% dos votos. A Frelimo ganhou em todo o lado, mesmo nos redutos da Renamo, como Nampula e Tete, onde há 5 anos o então líder daquele partido, Afonso Dhlakama, ficou em primeiro lugar.

Será de admirar que a Renamo e o MDM – Movimento Democrático de Moçambique, terceiro partido parlamentar, se recusem a aceitar os resultados eleitorais?

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