Greta em Lisboa

Nota à la Minuta
Quinta-feira, 05 Dezembro 2019
Greta em Lisboa
  • Alberto Magalhães

 

 

No dia 29 de Novembro, o site Project-Syndicate ponto com, publicou um artigo intitulado Why We Strike Again (porque fazemos greve de novo), assinado pela sueca Greta Thunberg, jovem candidata ao Nobel da Paz e à beatificação, pela alemã Luísa Neubauer, de 23 anos, que segundo a Wikipedia, é vegan, feminista-radical, socialista e activista climática, e Angela Valenzuela, de origem mexicana, professora de Estudos Culturais em Educação e de Políticas Educativas, na Universidade do Texas.

As três sumidades, depois de constatarem o óbvio – que as greves climáticas têm cada vez mais adesões e que os líderes mundiais se mostram rendidos à “emergência climática”, mas que está tudo, tal e qual, na mesma, têm o seguinte desabafo (e cito): “Afinal de contas, a crise climática não diz respeito apenas ao ambiente. É uma crise de direitos humanos, de justiça, e de vontade política. Os sistemas de opressão colonial, racista e patriarcal criaram-na e alimentaram-na. Temos de desmantelá-los”.

Com tal programa, não admira que Greta tivesse, ao desembarcar em Lisboa, o deputado anti-bife, André Silva do PAN, e a nossa já célebre deputada anti-colonialista, anti-racista, feminista radical e, agora também, um bocadinho activista climática Joacine Katar-Moreira.

Surpresa, a declaração do nosso ministro do Ambiente à agência Lusa: – Pessoas como a Greta “fazem um activismo culto, que lança questões certas”. Surpresa também que o presidente do município lisboeta, tendo-se declarado embora muito honrado por receber a ilustre navegadora, não lhe tenha oferecido a chave da cidade.

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