Guerra e igualdade de género

Nota à la Minuta
Terça-feira, 01 Março 2022
Guerra e igualdade de género
  • Alberto Magalhães

 

Se Putin clama, alto e bom som, contra os “drogados e neonazis” que governam a Ucrânia, os anti-militaristas insurgem-se, nas redes sociais, contra a incorporação forçada dos ucranianos dos 18 aos 65 anos de idade, numa apreciação igualmente negativa do Presidente Zelensky. Existe, no entanto (estou certo), um outro grupo de activistas que, embora tenham imensa vontade de objectar contra esta imposição, ainda não arranjaram coragem para sair do armário.
Falo dos defensores da alegada “igualdade de género” e do que sentirão e pensarão ao perceber que a medida apenas contempla os homens, discriminando completamente as mulheres, reduzidas a meras geradoras ou cuidadoras de crianças. Falo das diatribes que gostariam de escrever contra a subestimação do género feminino, reduzido pelo sistema machista e patriarcal ucraniano a “sexo fraco”, incapaz de pegar em armas e defender a pátria contra o invasor russo.
Mas, nas situações extremas, como é o caso, os factos simples impõem-se às fantasiosas construções sociais: a sobrevivência de um grupo humano depende da sobrevivência das suas mulheres e crianças. Os homens são mais dispensáveis, mercê da sua disponibilidade individual para gerar, com alguma rapidez, crianças de várias mães.
É por isso que, com excepções, os homens têm sido eleitos como a mais adequada carne para canhão. Por isso e pela maior agressividade física, produto da testosterona e do treino intensivo.

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