Guerra no PSD

Nota à la Minuta
Segunda-feira, 14 Janeiro 2019
Guerra no PSD
  • Alberto Magalhães

 

 

É curioso como muitas pessoas, incluindo profissionais do comentário político, já se esqueceram de que, entre as últimas eleições legislativas – em que o PSD foi o partido mais votado – e a sondagem do Expresso de sábado, em que o PSD arrecada menos de 25% das intenções de voto, não tivemos só, nem principalmente, a liderança de Rui Rio. A Geringonça tem três anos e Rio completou ontem o primeiro ano de mandato à frente do partido.

Pois é. Durante dois anos, Passos Coelho e a sua equipa maravilha – Mª Luís Albuquerque, Luís Montenegro, Paula Teixeira da Cruz, Miguel Morgado, para citar apenas alguns – profetizaram mil desgraças, visitas do diabo e novos resgates de novas troikas. Tal foi o sucesso da estratégia que Rui Rio não teve outro remédio senão substituir Passos Coelho.

Tem Rio sido brilhante na oposição ao governo? Nem por isso. Além de alguma inabilidade para organizar e comunicar um esboço de alternativa política ao governo, tem-lhe faltado aquele à-vontade para dizer o contrário do que está a pensar; aquela criatividade para soltar, com a devida regularidade, uns inefáveis soundbytes, capazes de aumentar as audiências dos tão necessitados media.

Já o Presidente Marcelo tem imenso jeito para animar as audiências. O telefonema para a Cristina Ferreira quando ela estava a trabalhar em directo na SIC, foi de uma oportunidade exemplar. Já receber Montenegro e Rio na presente conjuntura, deve ser genial, mas parece um bocadinho de mais.

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