Há lições que saem caras!

Quarta-feira, 02 Fevereiro 2022
Há lições que saem caras!

 

 

O país foi a votos no domingo e os resultados entronizaram o António Costa como o todo-poderoso, bem como condenaram ao degredo os partidos da extrema-esquerda e o CDS. Não há muitos comentários a fazer aos aumentos significativos do IL e do Chega, porque estão diretamente ligados à falta de estratégia do PSD. Este mingua, alegremente, enquanto aqueles medram, à sua custa.

Serão vitórias de “pirro” as alcançadas pelos dois partidos de direita, Il e Chega,” não sei. Daqui a quatro anos falaremos com mais propriedade. O certo é que a maioria do eleitorado não acreditou na estratégia apresentada pelo PSD e decidiu sufragar a política do PS, que dá quase tudo a quase todos.

As sondagens falharam mais uma vez. Nas últimas duas semanas davam uma aproximação do PSD ao PS, muitas até alvitraram o empate técnico, outras anunciaram a vitória do PSD.

Na verdade, nem uma coisa nem outra, o PS ganhou com maioria absoluta e os comentadores ficaram a falar sozinhos. À exceção de poucos, que se abstiveram de comentar noticias feitas. Os outros, comentaram uma realidade inexistente. Haverá consequências disto, não creio.

Relativamente ao fracasso eleitoral do PSD, as causas não são recentes, vêm do início da presente liderança. O pecado original está intimamente ligado à estratégia defendida desde o início: constituir pontes com o atual PS e recentrar o partido. Foram dois erros capitais. Ficando a meio da ponte, nem conquistou o centro-esquerda, nem o centro-direita. O primeiro ficou em pânico com possíveis acordos com o chega, o segundo não se revê com a deslocação para a esquerda, com aqueles que conduziram em 2011 o país para a “banca rota”.

Por isso, resta aos inquilinos da casa social-democrata, a sua maioria, fazerem uma reflexão profunda e arrepiarem caminho. Caso contrário, muito, dificilmente, o partido socialista terá no PSD uma alternativa séria e credível.

Ora, a democracia portuguesa necessita de um PSD forte, por este ser um partido com um pendor claro de governo. Para isso terá que se apresentar ao eleitorado aguerrido, sem ser truculento, mas com propostas claras e exequíveis, visando o desenvolvimento do país.

Só o desenvolvimento traz riqueza e esta deverá ser justamente redistribuída. Os empresários, os trabalhadores e os carenciados, precisam de uma alternativa moderna e agregadora, que deverá começar a ser construída desde já. Pela minha parte, estarei atento.

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