Há racismo em Portugal

Nota à la Minuta
Terça-feira, 18 Fevereiro 2020
Há racismo em Portugal
  • Alberto Magalhães

 

 

Há racismo em Portugal? Claro que há. Há racismo em todas as partes do mundo. Pretos e branquelas; olhos-em-bico e diabos estrangeiros; índios e cowboys; caucasianos e latinos; Tutsis e Hutus, no Ruanda; Masai e Kikuyu, no Quénia; Miseriya e Salamat, no Sudão. O tribalismo é ancestral e insiste em ressurgir ao mínimo pretexto.

Até há pouco tempo, dizia-se que apenas o Homem matava com requintes de malvadez indivíduos da mesma espécie. Mas sabe-se hoje que os nossos parentes mais próximos, os chimpanzés, são capazes de atacar bandos rivais, de forma traiçoeira, em expedições assassinas aos territórios vizinhos.

Os impérios, as grandes civilizações, têm permitido ao longo da história a convivência, mais ou menos pacífica, entre povos distintos. Sim, eu sei que antes disso, a coisa é turbulenta demais, com mortes, violações e escravidão em doses inimagináveis. Mas, analisando a história da humanidade com olhar sereno, percebe-se que, não havendo vislumbre de perfeição na coisa humana, a situação tem melhorado muito.

Na maior parte do globo, a vida humana nunca foi tão preciosa, as relações entre povos e grupos étnicos diferentes nunca foram tão pacíficas e, apesar de aqui e ali haver explosões de tribalismo estúpido e agressivo, de racismo e chauvinismo alarves, e de contra-reacções não menos idiotas, não devemos esquecer o fundamental: é preciso manter a coesão, procurando a equidade e não deixando exacerbar as identidades tribais.

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