Haja vontade

Quarta-feira, 30 Junho 2021
Haja vontade

 

 

Na minha modesta opinião, um dos grandes e principais objetivos de qualquer município é constituir as condições necessárias para que o maior número de investimentos possa ser realizado no respetivo território.

O interior do país não tem sido devidamente tratado pelo poder político central nos últimos 48 anos, à exceção de casos pontais. O investimento estrangeiro tem sido praticamente litoralizado, levado para as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

No caso das capitais de distrito situadas no interior do país a oferta de emprego é sobretudo pública com os problemas que isto significa para as gerações mais novas. O destino, salvo boas e raras exceções, é a saída contrariada do concelho de origem.

Por isso, os esforços dos executivos camarários devem centrar-se, principalmente, na planificação da captação do investimento privado, seja ele nacional ou estrangeiro. A objetivação deste desiderato e finalidade atenuará com toda a certeza a diminuição galopante e preocupante da população aqui residente.

Contudo, no caso do concelho de Évora, já várias vezes o aqui referi, para podermos oferecer o nosso concelho e cidade aos investidores, teremos que alterar, radicalmente, de atitude. Pensarmos que o qualitativo de património da humanidade é a panaceia para tudo, é um erro. Exige-se rasgo e proatividade.

A cidade tem que resolver o problema do fornecimento de água, ainda neste último fim de semana, houve bairros que estiveram sem água. Tem que melhorar. significativamente, a rede viária que serve o nosso concelho e melhorar substancialmente a higienização da cidade e dos bairros. Estes são os problemas de base, só depois estará em condições em atacar os outros, até porque os recursos financeiros não são ilimitados. Uma casa se tiver problemas nos alicerces, se mandarmos arranjar as janelas, seguramente, que não resolveremos o problema de fundo e com a agravante da casa poder colapsar.

Assim, o município de Évora deverá resolver os problemas estruturais para poder estar em condições para assumir o papel de embaixador do seu território atuando proactivamente junto dos investidores na captação de investimento. O investimento trará riqueza e emprego, que são as condições necessárias para o bem-estar e, consequentemente, a atenuação da perda de população no nosso território.

 

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