Haja vontade

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 19 Abril 2017
Haja vontade
  • José Policarpo

 

 

O estudo da consultora “Bloom Consulting” plasmado na edição de 2017 estabelece um “ranking” dos concelhos portugueses, com base em três critérios: Negócios, Visitar e Viver. O concelho de Évora queda-se pelo honroso 20.º lugar, sendo o mais bem classificado da região do Alentejo. Ficando à frente de Portalegre e de Beja.

Porém, o concelho de Évora obtivera esta classificação em virtude de ter tido um bom despenho no vetor Visitar, tendo ficado em 10.º lugar. Por isso, facilmente se concluirá que o turismo teve uma grande influência no resultado final. Porque em relação aos pressupostos Viver e Negócios, obteve a 23.º e a 29.ºposições, respetivamente.

Ora, sem prejuízo da boa classificação que obteve no Visitar/turismo, o concelho de Évora ainda está muito longe de ser atrativo para os negócios. Com efeito, esta avaliação não poderá deixar de ser feita, senão teremos consequentemente um concelho demasiado dependente das variações da procura turística. E, aqui o ensinamento popular é determinante: Devemos colocar os ovos em diferentes cestos.

Na verdade, o concelho de Évora, sobretudo, a cidade, obteve um exponencial acréscimo da procura turística motivado pela classificação atribuída em 1986 pela UNESCO – a distinção como Património da Humanidade. E, em abono da verdade, também não foi despiciendo o aumento da oferta hoteleira, tanto a nível quantitativo, como a nível qualitativo. Porém, o futuro dos concelhos reside na diversidade competitiva, e, neste particular, o concelho de Évora ainda está a uma distância considerável de o conseguir.

Isto dito, resta ao próximo município e seu executivo, porque o atual, muito pouco concretizou, de tornar o concelho de Évora mais atrativo para os investidores e empresários. E, para isso, tem de haver vontade e rasgo político e direcioná-los para a captação do investimento, seja ele nacional, ou, estrangeiro.

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