Inflação na OCDE

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 04 Novembro 2022
Inflação na OCDE
  • Rui Mendes

 

 

A inflação nos países que integram a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) atingiu os 10,5% em setembro, um aumento de 0,2% relativamente a agosto, com vários países a apresentarem taxas de inflação superior aos 10%., alguns, casos da Estónia, Letónia, Lituânia, Hungria e Turquia, a superarem os 20%.

Em Portugal a taxa de inflação em outubro superou os dois dígitos, atingindo os 10,2%, superior à registada no mês anterior.

Ao invés, a inflação nos EUA recuou pelo 3º mês consecutivo. Ainda assim, a taxa diretora nos EUA subiu para os 4%, o dobro da taxa de juro diretora definida pelo BCE.

Aquilo a que se assiste é que as taxas de inflação na Europa apresentam uma tendência geral de crescimento, a atingirem percentagens preocupantes e originando a perda da estabilidade dos preços.

Está assim longe o objetivo do BCE de fazer baixar a inflação para uma taxa máxima de 2%.

Longe porque as taxas estão muito acima do teto dos 2% definido pelo BCE, e porque nem sequer ainda apresentam uma tendência de descida.

É evidente que a subida das taxas de juro cria também problemas. Mas é absolutamente necessário atacar o crescimento das taxas de inflação sob pena de assistirmos a um descontrolo permanente nos preços.

Mas, preparemo-nos porque vamos percorrer um longo caminho até que se consiga controlar a inflação e colocá-la em níveis pré-definidos pelo BCE, pelo que o Banco Central Europeu terá ainda que atuar bastante ao nível das taxas de juro.

Ainda que vamos assistindo às várias previsões, num contexto de incerteza, o erro das previsões é enorme. Aliás, ao nível das taxas de inflação o erro é colossal, basta ler o que disseram os nossos governantes no princípio deste ano. Parecia que era um não problema.

Provavelmente estamos a caminhar para uma recessão, o tempo dirá, só vamos saber quando e se lá chegarmos, mas mesmo que esse caminho esteja a ser percorrido não seria este Governo, com a sua carga de otimismo, que nos iria dizer algo parecido.

Se for necessário dá-se mais 125€ para elevar a moral aos portugueses, porque crises é algo que já não assusta os portugueses, não queremos é ouvir falar delas.

 

Até para a semana

Rui Mendes

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