Instabilidade nos EUA

Nota à la Minuta
Quinta-feira, 04 Março 2021
Instabilidade nos EUA
  • Alberto Magalhães

 

 

Donald Trump saiu da toca no domingo passado, depois de 5 semanas de reflexão silenciosa. Veio dizer ao mundo e, sobretudo, ao Partido Republicano, que tem de contar com ele, que está bem vivo e tenciona servir-se do seu peso eleitoral (mais de 70 milhões de votos) para impor a sua vontade no partido, condicionar as suas escolhas e castigar os republicanos que se atreveram a traí-lo, além de sugerir que poderá candidatar-se de novo em 2024.

Claro que outra coisa não seria de esperar da personagem, que continua, com toda a desfaçatez, a dizer que venceu as eleições, porque sabe que a maioria dos apoiantes acredita piamente nas suas patranhas, tal como os membros de uma seita não põem em dúvida a santidade do seu líder, mesmo com todas as suas aberrações morais debaixo do nariz.

A confirmar que os EUA estão longe de se terem visto livres do seu psicopata mais votado de sempre, o Congresso americano decidiu suspender, hoje, os trabalhos, depois da polícia do Capitólio ter sido informada pelos serviços secretos de que uma milícia armada de extrema-direita se preparava para atacar de novo o Capitólio, no dia em que, segundo eles, Donald Trump deveria tomar posse como presidente dos EUA.

Aceitará o partido Republicano voltar ao tempo do faroeste? Escolherá o partido Democrata ser um ponto de convergência dos americanos moderados ou, pelo contrário, quererá ser a plataforma conflitual de múltiplos grupos identitários, pulverizados de acordo com a teoria da interseccionalidade? Veremos.

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