Inteligência Artificial: um mundo a crescer

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Quarta-feira, 02 Dezembro 2020
Inteligência Artificial: um mundo a crescer
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Ao longo da história, especulou-se sobre a possibilidade da criação de sistemas artificiais capazes de pensar e agir como seres humanos. Com o passar dos anos, com a crescente onda da computação e digitalização, o espaço percorrido e os marcos atingidos foram de tal forma incríveis que, a cada dia que passa, ocorrem milhares de inovações nesse sentido.

No fundo, foi sempre uma questão de tempo para que uma ideia tão atraente como a inteligência artificial ganhasse relevância.

Mas o que é inteligência artificial?

Inteligência artificial (IA) é a simulação da inteligência e comportamentos humanos em máquinas.

Por outras palavras, é a área que tenta criar sistemas capazes de aprender e raciocinar como um ser humano, aprender com a experiência, descobrir como resolver problemas em determinadas condições, refutar informações e realizar tarefas lógicas.

Contudo, para que esse sistema se desenvolva é necessário um hardware, um corpo ou componente mecânico, para atuar fisicamente – essa parte diz respeito à robótica, que então se concentra em reproduzir a inteligência artificialmente criada.

Contexto histórico e conquistas da inteligência artificial

O conceito de inteligência artificial não é novo. Por exemplo, no século XVII, o filósofo René Descartes já teorizava sobre a possibilidade de autómatos inteligentes. Porém, só em meados do século XX é que a questão começou a ganhar relevância.

Um dos primeiros desafios formais nesse campo foi proposto por Alan Turing, em 1950, que consistia no seguinte teste: “um sistema é inteligente o suficiente apenas se conseguir responder com clareza a um juiz como um ser humano”.

Anos mais tarde, John McCarthy viria a trazer novamente para os meios científicos o termo “inteligência artificial” numa conferência de computação em 1956, em que foi abordada a forma como esse tipo de sistema poderia ser uma ajuda para resolver cálculos ou situações em processos computorizados.

Na época, apesar dos avanços, acabou por ser um campo em que ninguém ousava investir dinheiro a sério. Era demasiado especulativo e incerto. No entanto, 10 anos mais tarde, tudo mudou.

Em 1966, nasceu ELIZA, o primeiro chatbot a implementar a linguagem natural; em 1979, foi desenvolvido o programa BKG 9.8 que venceu o campeão mundial de gamão; em 1994, foram construídos os primeiros veículos autónomos; em 1997, foi criado o Deep Blue, que derrotou o campeão de xadrez Garry Kasparov.

Com a entrada do novo século e a notável evolução tecnológica, a inteligência artificial tornou-se uma tendência e as conquistas são cada vez mais relevantes. De sistemas para melhorar o serviço telefónico a assistentes virtuais, a inteligência artificial vai ganhando a sua importância.

Exemplos e casos de inteligência artificial

A inteligência artificial está então presente em todos os cantos do mundo moderno. Do mais simples ao mais complexo, alguns deles são:

Gadgets domésticos inteligentes

Desde o ar condicionado inteligente a aspiradores, é notável o quão estes dispositivos evoluíram e podem ser controlados através de uma simples aplicação de smartphone.

Filtros de SPAM

Não é uma das IAs mais marcantes, mas empresas como Google ou Microsoft aplicam uma infinidade de algoritmos com o objetivo de detetar emails fraudulentos e tipos de SPAM.

Anúncios personalizados

São os sistemas de IA por detrás dos motores de busca e redes sociais, responsáveis por analisar todos os anúncios que possam interagir com o utilizador. No fundo, são os sistemas que trabalham a relevância e a pertinência para a pesquisa do utilizador.

IAs dedicadas

Geralmente são sistemas altamente treinados para serem competitivos numa determinada atividade intelectual específica, com base no conhecimento dos especialistas na área.

Existem dois exemplos bastante conhecidos no mundo do desporto: no xadrez e no poker. Em ambas as áreas, foram desenvolvidos softwares de treino para os profissionais aperfeiçoarem as suas capacidades.

No caso do xadrez, em cima, já foi referido o marco atingido pelo Deep Blue. Essa foi uma inovação bastante bem recebida na comunidade de jogadores, uma vez que permitiu testar a habilidade humana contra o desconhecido e treinar novas jogadas e estratégias de ataque e defesa.

Quanto ao poker, a mesma premissa. Os programas criados vieram desafiar a lógica do desporto, principalmente na variante Texas Hold’em. Foram desenvolvidos com o intuito de explorar esta variante, assim como os 4 estilos de jogo que a compõem. No fundo, perceber como os jogadores reagem a mesas diferentes daquelas que estão habituados.

Chatbots

Sistemas que permitem uma comunicação bidirecional coerente com os seres humanos seja oral ou escrita. Ou seja, são sistemas de mensagens preparados para responder a determinadas questões, consoante o guião definido.

Veículos autónomos

Atualmente existem muitas empresas que procuram a indústria da condução autónoma e inteligente. Desenvolvem sistemas que processam grandes quantidades de dados em tempo real para determinar a trajetória correta do veículo, prevenção de acidentes, percursos, etc. Tudo com o objetivo de ajudar para uma condução mais eficiente e preventiva.

Assistentes virtuais

É a entidade mais próxima de uma IA de filme com a qual é possível interagir. Reconhece a voz, adapta-se à forma como o utilizador fala e recomenda conteúdos de acordo com as preferências indicadas.

Um dos pontos fortes desta tecnologia é que tem um grande número de equipas que a alimenta constantemente e ajuda a reforçar os seus algoritmos de aprendizagem. Exemplos: Alexa, Siri ou Google Home.

 

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