Já que tanto insistem, escolas todas fechadas

Nota à la Minuta
Quinta-feira, 21 Janeiro 2021
Já que tanto insistem, escolas todas fechadas
  • Alberto Magalhães

 

 

Nem só no partido Republicano, lá da América do Norte, haverá tendência para amnésias de conveniência. Para que não prevaleça a ideia de que todos aprovaram o alívio das regras na época natalícia, recordo excertos do que disse aqui, no dia 7 de Dezembro: “Seria politicamente muito custoso o governo impedir as festividades natalícias, proibindo deslocações entre concelhos e usando o recolher obrigatório precoce, de modo a evitar os ajuntamentos familiares da praxe […] Claro que, se não tivermos cuidado na ceia de Natal, poderemos provocar uma terceira vaga pandémica, dizem os especialistas de mansinho, muito políticos, compreendendo perfeitamente que é preciso ser flexível face à importância da quadra”. Nesse dia, eu terminava assim: “depois não digam que não avisei”. E não fui só eu a avisar, muito pelo contrário. Lembram-se?

Também repetidamente, tenho insistido desde, pelo menos, dia 12 deste mês, em que se deveriam fechar imediatamente, no mínimo, as escolas secundárias e superiores. A esmagadora maioria dos especialistas recomendaram o mesmo. Aliás, vários estudos publicados internacionalmente aconselhavam-no. Lembram-se?

O Governo insistiu, até à última, que as escolas, “segundo os especialistas”, eram um lugar seguro. Anteontem, percebeu-se que afinal, na última reunião do Infarmed, apenas o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Henrique de Barros, sustentou ser escusado fechar as escolas.

Ontem à noite, ficámos a saber pela ministra da Saúde, que, desde as creches às escolas superiores, vai tudo fechar e, pela agência Lusa, ficámos a saber que o conselho de ministros decidirá hoje fechá-las a partir de amanhã. Dizem que há dados novos, que ninguém conhecia há três dias. É preciso ter estômago ou não ter memória.

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