Juiz ao fundo e tiro na Defesa

Nota à la Minuta
Sexta-feira, 08 Outubro 2021
Juiz ao fundo e tiro na Defesa
  • Alberto Magalhães

Ontem, aconteceram duas coisas que considero muito positivas. Por um lado, o Conselho Superior da Magistratura, acabou com a carreira do juiz-rufião Rui Fonseca e Castro, que se achava acima da lei e era um (péssimo) exemplo de superior desfaçatez anti-social. Provavelmente, vai ter de voltar para o Brasil, país onde praticou advocacia e onde terá apanhado uma bolsonaris infecciosa, provocada pelo perigoso conspiravirus fascio. Resta saber como atravessará o Atlântico, sem fazer teste, sem vacina e sem usar máscara. Quem sabe se não irá na mala diplomática do país irmão…

Por outro lado, o Presidente Ramalho Eanes, confirmando de novo o seu carácter viril e honrado, veio fustigar o Governo – e em particular o ministro da Defesa – declarando peremptoriamente que “não se despede um chefe de Estado-Maior, e, quando se é obrigado a exonerá-lo, apontam-se as razões que levam a isso para que a imagem dele, a dignidade dele, fiquem devidamente salvaguardadas.”

Disse mais, Eanes (e vou citá-lo): “A verdade é que a governamentalização e a ameaça decorrente, até de partidarização, que, ultimamente, se tem acelerado e intensificado, ameaçam, mesmo, o cerne espiritual das Forças Armadas, a lealdade de todos os militares à ética das Forças Armadas (hierarquia, unidade e disciplina) e a fidelidade incondicional à democracia e à nação”.

Tudo isto e ainda mais, disse Eanes, tendo na mira a trapalhada dos ‘equívocos’, como lhes chamou Marcelo Rebelo de Sousa. Falarei disso oportunamente.

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