Justificar o Terrorismo

Nota à la Minuta
Terça-feira, 19 Março 2019
Justificar o Terrorismo
  • Alberto Magalhães

 

 

Isto do terrorismo tem que se lhe diga. Classificar um atentado como terrorista depende tanto do contexto e do lugar de onde é visto, como do alvo visado, do método usado e em nome de quê é executado. Explodir, durante a 2ª Guerra Mundial, um combóio de tropas nazis, em território francês ocupado, aos meus olhos não é terrorismo, mas luta pela liberdade.

Mandar pelos ares Carrero-Blanco, primeiro-ministro do ditador fascista Francisco Franco, não é a mesma coisa que assassinar um deputado ou um presidente de uma democracia e, seguramente, não se pode comparar ao assassínio a sangue-frio de civis inocentes e desarmados, apanhados desprevenidos numa praia, numa igreja ou numa mesquita, com o único propósito de, através da matança, provocar o terror generalizado.

Nestes últimos casos, parece-me, não há justificação possível. Seja da extrema-direita ou da extrema-esquerda, jihadista ou supremacista, de seita ou de Estado, é terrorismo e é absolutamente inaceitável.

Mas é tão inaceitável o senador australiano Fraser Anning, justificar o atentado em Christchurch com (e cito) “o programa de imigração que permite que fanáticos muçulmanos imigrem para a Nova Zelândia”, como é inaceitável, gente que se tem como progressista, justificar o terrorismo islamita com a causa palestiniana ou com as humilhações infligidas pelo Ocidente ao mundo árabe.

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