Juventude

Crónica de Opinião
Segunda-feira, 03 Abril 2017
Juventude
  • Bruno Martins

 

A Câmara Municipal de Évora dinamizou, na semana passada, uma sessão com vista à elaboração de um Plano Municipal da Juventude. Passados 3 anos e meio parece que acordaram para uma promessa eleitoral. Pouco se sabe sobre o que saiu da sessão e qual o plano futuro, mas o facto deste Concelho precisar de uma aposta séria nas políticas para a juventude não merece qualquer dúvida.

Os jovens portugueses atravessam, há muitos anos, um momento crítico. Às dificuldades financeiras em casa, acresceu uma crise económica que promoveu desemprego e emigração. Uma região como a nossa, em contração demográfica, não pode dar-se ao luxo de não aproveitar os seus jovens e, como tal, tem de criar condições para que estes encontrem um futuro digno na região.

Espero que a sessão da passada semana tenha sido apenas o arranque de um debate amplo e plural e que adivinhe algo bem mais produtivo do que o trabalho realizado ao nível do Conselho Municipal da Juventude de Évora. Não me atreverei, por agora, a lançar propostas, porque sei onde estão as soluções: nas dezenas de associações juvenis do nosso Concelho que há anos desenvolvem um trabalho meritório e que tenho a certeza que têm em sua posse os diagnósticos e propostas necessárias. Saibamos ouvi-los, ouvi-los efectivamente, para além de sessões para a fotografia.

Muitas são as expectativas e propostas, algumas delas, aliás, já explanadas em reuniões do Conselho Municipal da Juventude. Mas… Que espaço há para ouvir? Que espaço há para apresentar proposta? Qual o papel dos jovens nas dinâmicas do Concelho? Acima de tudo: Qual a verdadeira estratégia para o nosso Concelho? A resposta está para além de sessões de propaganda e de políticas centradas nos próprios umbigos.

Até para a semana!