Juventudes

Nota à la Minuta
Sábado, 20 Agosto 2022
Juventudes
  • Alberto Magalhães

Segundo o Eurostat, Portugal está na rectaguarda europeia no que toca a sair do ninho. Os jovens portugueses saem da casa dos pais, em média, com cerca de 33 anos, quando a média europeia é pouco mais do que 26 anos. Curiosamente, as europeias, talvez por, na escola, reprovarem menos que os europeus e, portanto, despacharem o curso mais cedo, saem um ano antes. Casas baratas e empregos bem pagos seriam preciosos incentivos para mudar o estado de coisas cá no burgo. Uma educação para a autonomia também ajudava, estou certo. Talvez não por acaso, nos antípodas do nosso país está a Suécia onde, moços e moças, abandonam o lar primevo, em média, aos 19 aninhos.

Mudando de assunto (ou talvez não), o que aconteceu na 5ª feira a Sanna Marin, primeira-ministra da Finlândia, tem que se lhe diga. Nas redes sociais, em vídeo, os finlandeses podiam ver a sua chefe de governo – a mais jovem da Europa, com apenas 36 anitos – imagine-se, numa festa privada, de copo na mão, cantando e dançando entusiasticamente. Arranjou um bonito sarilho! As críticas foram tão contundentes que Sanna Marin já se submeteu a controlo anti-doping, para provar à oposição e ao país que não estava sob o efeito de drogas proibidas. “Dancei, cantei e festejei – coisas perfeitamente legais”, alegou Sanna Marin, que parece ainda não ter percebido que nem tudo o que é legal é socialmente aceite. Se é óbvio que um político tem direito a vida privada e a divertir-se entre amigos, também é certo que tem de saber medir as consequências dos seus comportamentos, sobretudo em tempos de smartphones.20

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