Liberdade religiosa e “mulheres de jihadistas”

Nota à la Minuta
Segunda-feira, 01 Abril 2019
Liberdade religiosa e “mulheres de jihadistas”
  • Alberto Magalhães

 

 

Bom, ainda na sexta-feira passada elogiei o Papa Francisco e já ontem me custou a sua complacência relativa perante as limitações à liberdade religiosa no reino de Marrocos. Efectivamente, durante a sua visita a terras marroquinas, Francisco fartou-se de elogiar a moderação religiosa deste país muçulmano, por contraste com o islamismo radical de outras paragens, mas, face à lei que pune com três anos de prisão qualquer marroquino que abandone a religião corânica, o Papa limitou-se a uma indirecta, salientando a importância de cada um poder “viver segundo a sua própria convicção religiosa”. Ou talvez eu seja demasiado impaciente e ele tenha trilhado o caminho mais sábio e prudente.

Já agora, que vem a talhe de foice, aproveito para falar da minha irritação face à pesporrência e má educação de uma portuguesa, viúva de um combatente do Daesh, que, de cara tapada, vem exigindo ao Estado português que a vá buscar à Síria. Este sábado, o semanário Expresso informa-nos que o Governo português faz tenção de repatriá-la e a mais algumas “mulheres de jihadistas” e a cerca de 20 crianças luso-descendentes.

Só espero que as autoridades portuguesas não vão na cantiga das pobres moças ingénuas, que foram para a Síria sem saber o que as esperava. Salvo melhor opinião, são cúmplices de torturas hediondas e de assassinatos abomináveis.

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com