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Nota à la Minuta
Segunda-feira, 06 Janeiro 2020
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  • Alberto Magalhães

 

 

O novo ano começou deveras mal. Os monstruosos fogos australianos e a escalada guerreira no Médio Oriente são mais do que suficientes para justificarem esta afirmação. Os incêndios na Austrália, dizem-nos, devem-se à conjugação de três factores: seca prolongada, temperaturas elevadas e ventos fortes. Tal como se disse dos incêndios de Pedrogão. Lembram-se? Veio depois a perceber-se que a realidade era bem mais complexa. Por exemplo, que o sistema de comunicações da Proteção Civil tinha falhado numa escala intolerável.

Seria interessante que os jornalistas, em vez de se contentarem em culpar as “alterações climáticas”, começassem a investigar a competência da Protecção Civil e do próprio governo australianos. Caramba, os incêndios duram há 4 meses e além dos meios aéreos e das mangueiras, não se tem notícia de outras formas de combate, sobretudo preventivas.

Além de ir de férias para o Hawaii, o primeiro-ministro Scott Morrison, tem mostrado uma notória insensibilidade perante o sofrimento humano e animal nas zonas castigadas pelos incêndios e só agora se lembrou de afectar 3000 soldados ao combate ao fogo. Por muito menos que isto foi António Costa criticado e Bolsonaro apelidado de pirómano fascista, exterminador da Amazónia. O senhor Morrison já beneficia da monomania da moda, A culpa é do caos climático, já se vê! Amanhã se verá como vão as coisas pelo Irão!

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