Massacre no Sri Lanka

Nota à la Minuta
Segunda-feira, 22 Abril 2019
Massacre no Sri Lanka
  • Alberto Magalhães

 

 

A minha nota de sexta-feira recebeu ontem, de forma inesperada e indesejada, forte confirmação, com os ataques terroristas no Sri Lanka, visando simultaneamente três igrejas e três hotéis. As bombas causaram já mais de 200 mortos e 450 feridos.

A antiga ilha de Ceilão, com cerca de 20 milhões de habitantes, é um autêntico mosaico étnico-religioso, com dois terços de cingaleses – maioritariamente budistas – 15% de tâmis – com origem na Índia e maioritariamente hindus – cerca de 10% de muçulmanos e 7% de cristãos.

Uma sangrenta guerra civil, provocada por separatistas tâmis, que queriam a independência do norte e nordeste da ilha, onde são maioria, estendeu-se entre 1983 e 2009, fazendo 100 mil mortos e terminando com a derrota dos independentistas. Os Tigres do Tâmil, antes da derrota final, inventaram os coletes-bomba e os bombistas suicidas e, parece, colaboraram com a Al-Qaeda. Para complicar o panorama, alguns monges budistas, em vez de se dedicarem à meditação, à oração e ao Kung Fu, resolveram radicalizar-se e atacaram recentemente a minoria muçulmana.

Agora, este ataque organizado à minoria cristã, ainda sem protagonistas identificados. À cautela, o governo do Sri Lanka decidiu bloquear as redes sociais. Para evitar que as acusações mútuas e os boatos incendeiem os ânimos, e generalizem a violência.

Hoje é o Dia da Terra. Arranjamos maneira de cabermos todos, ou não?

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