Mensagem de Natal do primeiro-ministro

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 26 Dezembro 2018
Mensagem de Natal do primeiro-ministro
  • Alberto Magalhães

Na sua mensagem de Natal, o primeiro-ministro António Costa temperou o seu optimismo habitual, com referências ao muito que o país tem de melhorar e aos riscos de retrocesso que é preciso ter em conta na caminhada. Destacou depois dois grandes desafios que o país tem pela frente: o demográfico e o da ocupação do território.

Concordo com a gravidade dos dois problemas enunciados. Ao problema da desvalorização cultural da parentalidade, a que se juntam todos os obstáculos económicos e sociais à criação de filhos, acrescem os fluxos migratórios até agora imparáveis: das aldeias para as pequenas cidades do interior e destas para o litoral urbanizado a norte do rio Sado.

Mas, como se não bastasse, à desertificação do interior soma-se agora a sangria de mão-de-obra jovem e qualificada para os países ricos da Europa. Tal como os países do Leste europeu, também Portugal vê os seus jovens licenciados, mestres ou doutorados, abalar para Norte à procura de salários compatíveis com a sua formação, que bem cara saiu ao país, é bom dizê-lo.

António Costa disse há tempos atrás que Portugal precisa desesperadamente de imigrantes. Espero que não estivesse a pensar na importação de mão-de-obra sem qualificações. Também disse que precisamos de convencer os portugueses qualificados a voltar ao país. Espero que tenha um bom plano para consegui-lo.

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