Morreu Kirk Douglas

Nota à la Minuta
Quinta-feira, 06 Fevereiro 2020
Morreu Kirk Douglas
  • Alberto Magalhães

 

 

Ontem, com 103 anos de idade, morreu o actor Kirk Douglas, que tantas vezes, desde miúdo, vi nos ecrãs, umas vezes herói, outras vilão, mas sempre enérgico, viril, excessivo, por vezes roçando o canastrão, como lhe chamava a minha mãe, outras vezes convincente e mesmo empolgante.

Nascido no Império Russo, em 1916, na região que é hoje a Bielorrússia, filho de judeus que emigraram para Nova Iorque, estreou-se no cinema em 1946, depois de alguma experiência teatral e na rádio. Vi-o pela primeira vez no cinema, teria eu uns 10-12 anos, no papel de Ulisses, e logo fiquei rendido àquele herói corajoso, sensato e matreiro, que conseguia matar o Ciclope e evitar sucumbir ao canto das sereias.

Kirk Douglas entrou em cerca de 80 filmes como actor e também produziu bastantes. Fez filmes de guerra e policiais, comédias e dramas, e contracenou com grandes actores e actrizes. De entre os muitos que vi destaco dois, produzidos e protagonizados por ele, ambos com a assinatura desse genial realizador inglês chamado Stanley Kubrick. Primeiro, vi ‘Spartacus’, uma superprodução de 1960, em que Kubrick foi contratado para substituir o realizador inicial, entretanto despedido por Douglas.

Mas o filme em que eu, realmente, me rendi a Kirk Douglas é de 1957, a preto-e-branco, e tem o título ‘Horizontes de Glória’, passado nas trincheiras francesas da Primeira Grande Guerra. Se tiver oportunidade, não perca. Entretanto, se ainda não viu, vá ver ‘1917’, também sobre essa terrível guerra. Garanto-lhe que vale a pena!

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