Mudar de paradigma?

Nota à la Minuta
Quinta-feira, 30 Dezembro 2021
Mudar de paradigma?
  • Alberto Magalhães

A Ordem dos Médicos, com a Associação Nacional de Saúde Pública, mais a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, face à onda avassaladora de novos casos de Covid-19 – variante Ómicron – têm vindo a clamar pela necessidade absoluta da DGS mudar as regras do jogo, nomeadamente o absurdo de se manterem centenas de milhares de pessoas em isolamento, dias e dias a fio, e do pessoal dos cuidados de saúde primários terem de telefonar a todos, todos os dias, com a imposição aos médicos de família da prioridade deste acompanhamento, mesmo a indivíduos assimptomáticos ou com sintomas ligeiros, com isso deixando para segundo plano o acompanhamento de doentes como os diabéticos, os cardíacos ou com doenças respiratórias crónicas, com maior morbilidade e mortalidade.

A Dr.ª Graça Freitas prometeu ontem a revisão de parte da estratégia actual e o seu anúncio para hoje. Quanto a mim, muito mais por costumeiro e hipercauteloso seguidismo do que decidem outros países europeus e americanos, como os EUA ou a Espanha aqui ao lado, menos por influência dos peticionários. O que se aponta como necessário? Bom, o encurtamento do isolamento profiláctico; a autovigilância dos positivos assimptomáticos ou com sintomas ligeiros; uma campanha de sensibilização e esclarecimento da população, dando-lhe alternativas que as afastem, o mais possível, das urgências hospitalares; o incremento da vacinação de reforço, sobretudo dos mais vulneráveis e o rastreio prioritário dos casos em que haja idosos e outros indivíduos vulneráveis envolvidos, são algumas das medidas que se pedem à DGS e ao Governo. Ah! Já agora, mais racionalidade e mais coerência, nas restrições e imposições que afectam a vida, os direitos e as liberdades dos cidadãos.

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