Mundo livre

Sexta-feira, 08 Abril 2022
Mundo livre

 

Falemos hoje de liberdade.

Não iremos aqui prendermo-nos de como foi evoluindo este conceito ao longo da história. Hoje liberdade é um valor próprio das sociedades livres. É o que nos permite divergir em ideais, é o que nos permite manifestar, é o que nos permite expressarmo-nos livremente. De uma forma simplista a liberdade significa ser-se livre.

A invasão da Ucrânia por parte da Federação Russa, uma superpotência, veio trazer à Europa o horror da guerra. Mas também trouxe a divisão de dois mundos.

O mundo livre, aquele em que as pessoas vivem em liberdade, e o mundo dos que vivem sob repressão.

A forte reação dos ucranianos à invasão tem muito a ver com o sentimento de liberdade. Este povo reagiu desta forma contra a invasão desde logo porque viveu bastantes anos privado dessa liberdade. Viveu décadas sob o domínio russo – leia-se soviético – e a sua repressão. Acontece que entretanto, como em tantos outros países que viveram sob o domínio soviético, libertaram-se e conhecem hoje como é viver em liberdade.

Este domínio imperialista da Federação Russa de conquistar território veio isolá-la no mundo, ao ponto de ser sistematicamente condenada pela larguíssima maioria dos países, quer pela invasão, quer pelo nível de destruição, quer ainda pelo incumprimento dos direitos humanos.

As sanções econômicas que estão permanentemente a ser aplicadas à Rússia não são mais do que a forma mais eficaz de a penalizar  fortemente pelos atos praticados.

Para além de que também está sujeita à condenação dos países. Foi assim quando a invasão foi condenada por 141 países pela ONU, e quando agora uma larga maioria de 93 países suspendeu a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Contudo, ainda existe uma esquerda no nosso país que vive apregoando pelos valores de liberdade. Mas essa mesma esquerda é incapaz de condenar a invasão da Ucrânia, como é incapaz de aceitar os sanções impostas à Rússia, como também é incapaz condenar a guerra, a destruição, ou a barbárie dos atos praticados contra civis, como também não os ouvimos condenar a violação e o incumprimento dos direitos humanos.

Esses esquecem-se que foi a Rússia que invadiu um país soberano, que é o exército russo que destroe alvos civis, que arrasa cidades, que mata civis, que deixa nas cidades enormes camadas da população privadas de todo o tipo de alimentos e de água, que impede a saída da população civil nas zonas mais fortemente atacadas, que viola direitos humanos. Outros, os ucranianos, defendem a sua terra do invasor.

E se tudo isto não for razão para que a Rússia seja fortemente condenada, o que poderá então justificar a condenação de um país?

Os portugueses certamente terão memória quando recordarem como cada partido julgou a Rússia pela invasão e pela crueldade dos atos praticados.

Nós certamente estaremos solidários com o povo ucraniano.

 

Até para a semana

 

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