Na defesa do Estado social

Quarta-feira, 11 Maio 2022
Na defesa do Estado social

O Estado social é das conquistas mais dignificantes alcançadas pelos povos do mundo civilizado. A proteção dos cidadãos na doença, no desemprego e na idade maior, permitiu criar condições para haver mais segurança e mais dignidade para as pessoas.

Ao contrário daquilo que sucedia há cinquenta anos, se as pessoas não tivessem poupanças ou outros rendimentos para daquele proveniente do trabalho, não conseguiriam vencer as adversidades e estariam entregues à sua sorte.

Por isso, importa defender o Estado social de forma eficaz nos seus objetivos e eficiente na aplicação dos recursos financeiros. Estes são sempre escassos. E, não deverá haver preconceitos ideológicos no que concerne ao prestador do serviço, este poderá ser do sector público, bem como do sector privado, neste caso no sentido mais amplo do termo.

Na verdade, as notícias que vieram a público nas últimas semanas de que o número de utentes sem médico de família é cada vez maior, bem como o decréscimo do número de professores no ativo, são realidades de contornos preocupantes. Significa isto que, mais pessoas podem ver o seu estado de saúde agravado, como, também, as escolas passarão a ter dificuldade em garantir o ensino a quem dele necessita.

Ora, há pelo menos duas conclusões a tirar da atual situação. A primeira é que os arautos do Estado social muito pouco fizeram nos últimos seis anos na sua defesa. A outra, ou o problema é atacado com as reformas necessárias para garantir a saúde e a educação a todos os portugueses, ou então, teremos um país ainda mais desigual e desequilibrado.

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