Na Páscoa, lembrar os cristãos perseguidos

Nota à la Minuta
Sexta-feira, 19 Abril 2019
Na Páscoa, lembrar os cristãos perseguidos
  • Alberto Magalhães

 

 

Hoje, Sexta-Feira Santa para os cristãos, parece-me uma boa ocasião para relembrar a importância da liberdade religiosa, entendida como liberdade de culto, liberdade de converter e ser convertido e, ainda, a liberdade de não professar religião alguma.

A ocasião é boa também porque, por esse mundo fora, existem milhões de cristãos obrigados ao culto privado ou à clandestinidade. Centenas de milhar são perseguidos e molestados, dezenas de milhar têm sido aprisionados e assassinados.

No Iraque, por exemplo, em 2015 existiam 275 mil cristãos. Dois anos depois eram menos de 200 mil. Também na Síria do Daesh e na Nigéria do Boko Haram, os cristãos foram alvo de genocídio. Na India é cada vez mais difícil ser cristão. Na Coreia do Norte os cristãos são internados em campos de trabalhos forçados e, na China, o presidente Xi Jinping considera o Cristianismo uma forma de “infiltração estrangeira”, sem que a sua xenofobia indigne um módico de europeus.

Da mesma forma, enquanto no ocidente existe uma sensibilidade progressista exacerbada contra qualquer manifestação de “islamofobia”, a generalizada “cristianofobia”, patente em numerosos países muçulmanos, por vezes oficialmente consagrada, não merece das nossas hostes multiculturais um esboço de protesto.

Talvez seja tempo de acordar para o sofrimento das minorias cristãs.

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