Namorar é bonito

Nota à la Minuta
Sexta-feira, 15 Fevereiro 2019
Namorar é bonito
  • Alberto Magalhães

 

 

É verdade que, para demasiados adolescentes e jovens, o namoro, para além de uma faceta de mistério e excitação e de um lado tranquilizador, face à habilidade e normalidade de ser como os outros, aparece também como sendo demasiado constrangedor.

É verdade que, demasiadas vezes, os namorados e namoradas se sentem no direito de vigiar, controlar e limitar, comportamentos e liberdades dos parceiros. Também é verdade que, demasiadas vezes, namorar tem um lado de autolimitação exagerada e outro de coacção mais ou menos agressiva e mesmo violenta.

Mas há um limite para tudo. Ontem, Dia dos Namorados, cumprindo uma tradição que já tem alguns anos, não houve cão nem gato, nem organização não-governamental, que não se tivesse sentido no dever – e no direito – de arengar à petizada sobre a violência no namoro, os ciúmes inadmissíveis e as maldades de género.

Os adultos responsáveis são assim. Têm apetência por dar sermões – e muito prega Frei Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz. Hoje, o discurso é pacifista. Ontem, a moda era securitária. Falava-se de sexo na escola, mais para prevenir males como a gravidez e a SIDA, que para tranquilizar e informar sobre o prazer e o dar e receber.

Não há namoros perfeitos mas, de futuro, que tal celebrar as maravilhas do namoro, sem demasiados moralismos e com um espírito mais…como direi, libertino?

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