Não deixem morrer a cidadania!

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 20 Junho 2018
Não deixem morrer a cidadania!
  • José Policarpo

 

 

As câmaras municipais existem porque os cidadãos/munícipes por si próprios não conseguem edificar, construir, preservar, conservar e regular aquilo que é de todos. Já viram e pensaram o que seria se as ruas e travessas ficassem sob a alçada de um qualquer morador no centro histórico? Estou certo e seguro que, só as ruas e travessas sitas intramuros, seriam reparadas e conservadas.

Não pretendo dar aqui uma aula sobre a organização do Estado, nomeadamente, na sua vertente descentralizada, porém, os cidadãos, no caso, os munícipes, devem ter uma postura mais participativa e mais atuante. Não resta cumprirem o seu dever cívico de quatro em quatro anos, duração dos mandatos autárquicos, porque se deixarmos a atuação politica ao nível do mantado que é conferido pelo voto, nem sempre sucede, há concelhos onde as coisas funcionam regular e, adequadamente, mas na sua maioria a situação é manifestamente insuficiente.

No caso concreto do concelho de Évora, infelizmente, a situação, ou se pauta pelo sofrível e/ou pela má. Esta semana, para não variar, fizeram chegar ao meu conhecimento várias queixas. As pessoas que residem no bairro do degebe, nomeadamente, na quinta da sisuda, queixam-se que o caminho não foi arranjado por falta de funcionários. As ervas na estrada dos canaviais são mais do que muitas e, neste particular, o Estado obriga os particulares à limpeza dos seus terrenos e é negligente com os seus.

Ora, se não temos uma Câmara Municipal à altura de dar resposta aos problemas que, diariamente, se levantam aos munícipes, alguma coisa não estará certo. A falta de pessoal não é resposta, nem muito menos justificação para a sua inercia. Se a Câmara não tem pessoas disponíveis para responderem às solicitações, deverá contratar privados para suprirem as falhas. Já pensaram ir por aqui?

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com