Neste Halloween, veja a origem de 8 superstições antigas—do poker de dados aos gatos pretos

Sexta-feira, 29 Outubro 2021
Neste Halloween, veja a origem de 8 superstições antigas—do poker de dados aos gatos pretos

Celebrada a 31 de outubro, a noite de Halloween é a desculpa perfeita para ficar a conhecer a origem de algumas das superstições mais antigas do planeta. Se quis sempre saber porque é que o número 13 é considerado azarado ou porque dizemos ‘santinho’ depois de espirrar, fique com estas oito curiosas histórias:

1. Soprar os dados é sinal de sorte

Soprar os dados é uma forma de apelar à “Senhora Sorte” por um bom resultado.

Soprar os dados é uma tradição antiga entre jogadores, e tem tudo a ver com boa fortuna. Popularizada em filmes de Hollywood, esta superstição trata-se de uma tentativa de influenciar a “Senhora Sorte,” e funciona ainda melhor se for desempenhada por uma mulher atraente! A contrário do que se possa pensar, soprar os dados não tem nenhuma influência sobre o movimento dos mesmos.
Jogar aos dados é uma prática antiga que continua a ser popular atualmente. Se quiser ficar a conhecer um dos jogos de dados mais emblemáticos do planeta, é muito fácil aprender sobre as regras e estratégias do poker de dados.

2. Partir um espelho dá sete anos de azar

A ideia de que partir um espelho resulta em sete anos de azar data do período da Roma Antiga. Os romanos acreditavam que, por conterem o nosso reflexo, os espelhos escondiam fragmentos da nossa própria alma. Além disso, os romanos consideravam que a alma humana se regenerava após sete anos. Por esse motivo, partir um espelho era visto como um sinal de azar ou perigo iminente.

3. Dizer ‘santinho’ depois de espirrar era uma forma de “salvar a alma”

Dizer ‘santinho’ depois de espirrar é uma das superstições mais antigas do folclore europeu e tem raízes nas civilizações da Grécia e Roma. O povo acreditava que era possível espirrar a própria alma para fora do corpo, pelo que o mais seguro era mesmo dizer uma benção após cada espirro. A superstição evoluiu até se tornar numa regra de cortesia da sociedade contemporânea.
Dizer ‘santinho’ depois de espirrar é uma das várias superstições antigas que se baseia na ideia de que a alma é um elemento distinto, separável do corpo.

4. Ver uma estrela-cadente e pedir um desejo

A ideia de que ver uma estrela-cadente é sinal de sorte tem origem na Grécia Antiga e foi popularizada pelo astrólogo e matemático Ptolomeu. Ptolomeu acreditava que o céu funcionava como uma “porta de acesso” entre o mundo dos homens e o mundo dos deuses. Neste contexto, uma estrela-cadente era encarada como uma mensagem divina que tinha escapado do mundo dos deuses para o reino dos homens. Por este motivo, ainda hoje é comum pedir um desejo após avistar uma estrela-cadente.

5. Os gatos pretos são um sinal de azar

Hoje adorados, os gatos pretos não tinham a mesma reputação no século XIV.

A idade média foi um período negro, especialmente para os gatos pretos. No século XIV, os gatos pretos eram associados com o Diabo e comummente mal tratados. A infeliz superstição é caraterística de um período da história da Europa que ficou marcado não só por guerras como doenças tenebrosas. A doença da peste-negra dizimou cerca de 60% da população do continente e, à época, muitas pessoas acreditavam que a praga era diretamente causada por gatos pretos. No total, a Peste Negra abalou a Europa durante seis anos, entre 1346 e 1352. Felizmente, os gatos (pretos ou de outra cor) são muito bem tratados nos dias de hoje.

6. Encontrar um trevo-de-quatro-folhas representa boa fortuna

Os trevos-de-quatro-folhas são muito raros, mas a ideia de que estes são sinónimo de boa fortuna está relacionada com uma antiga lenda bíblica. Reza a história que, antes de ser expulsa do paraíso, Eva colheu um trevo-de-quatro-folhas para nunca se esquecer dos encantos do Jardim do Éden. Assim, o trevo-de-quatro-folhas é tradicionalmente visto como um símbolo divino de boa sorte e prosperidade.

7. Bater na madeira faz com que tudo corra bem

Se muitas superstições antigas têm origem no reino dos deuses, outras chegam-nos de mundos mais sombrios… É comum bater na madeira após dizer um mau agoiro, mas porquê? Esta tradição extremamente antiga baseia-se na velha noção pagã de que as árvores (ou a madeira) albergam espíritos bondosos. Por esse motivo, os pagãos batiam na madeira para apelar à generosidade dos deuses quando se sentiam ansiosos ou em perigo.

8. O número 13 é azarado

A ideia de que o número 13 é azarado é tão comum que pode ser encontrada em várias tradições folclóricas. Na mitologia nórdica, por exemplo, o 13 é um número mal visto por representar o deus trapaceiro Loki. Reza a lenda que Loki foi o 13.º a chegar a uma festa em que acabou por alvejar um convidado com uma flecha. O mito é repetido na tradição Cristã e está presente na história da Última Ceia. Na Última Ceia, Judas de Iscariotes foi o 13.º homem a juntar-se a Jesus Cristo e acabou por trair o profeta.19

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