No mundo, 2018 não correu bem

Nota à la Minuta
Segunda-feira, 31 Dezembro 2018
No mundo, 2018 não correu bem
  • Alberto Magalhães

 

No último dia do ano, há que encarar a triste realidade: 2018 não foi um bom ano para o mundo. Antes pelo contrário. Adensaram-se nuvens negras no horizonte geopolítico global.

Donald Trump ultrapassou todas as marcas e expectáveis linhas vermelhas. Narcisista extremo e mentiroso, revelou-se capaz de lançar o caos no mundo para consolidar o apoio dos seus eleitores. Por exemplo, a decisão de retirar os militares americanos da Síria, deixando os seus aliados curdos, cruciais na luta contra o Estado Islâmico, à mercê dos turcos, por um lado, e do exército de Bashar al-Assad e seus amigos russos e iranianos, por outro, cheira a traição própria de um psicopata. A Rússia, o Irão e a Turquia agradeceram decerto a cortesia.

Mas, como se Trump não bastasse, podemos juntar-lhe o belicoso Putin, que se atreveu a envenenar inimigos no Reino Unido, depois de ocupar a Crimeia, ajudar Trump a chegar ao poder e de facilitar o Brexit; e também o todo poderoso Xi Jinping, que andou e anda a congeminar um Admirável Mundo Novo; e Mohammad bin Salman, príncipe herdeiro saudita, que não olhou a meios para cortar às postas um jornalista da oposição, para além de bombardear iemenitas a eito, ou de os matar à fome; para não falar do Maduro, chefe de um regime mais que podre, que também insiste em matar à fome a Venezuela.

Por fim, neste pequeno apanhado internacional de autocratas pouco recomendáveis (e muitos mais haveria a mencionar), suspeito que em breve teremos de contar com as tropelias de Bolsonaro, amanhã presidente do Brasil. Oxalá me engane! Votos de um bom Ano Novo, para si, ouvinte da Diana.

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com