A bem da Saúde Sexual e Reprodutiva

Nota a la Minuta
Quarta-feira, 11 Maio 2022
A bem da Saúde Sexual e Reprodutiva
  • Alberto Magalhães

Esquerdistas e feministas deram em atacar o ministério da Saúde, devido à possível introdução de novos critérios de avaliação nas Unidades de Saúde Familiar, no âmbito da contratualização de metas que, se cumpridas, permitem às equipas receber um valor adicional ao ordenado base. Trata-se de levar em conta as interrupções voluntárias da gravidez e as infecções sexualmente transmissíveis nas mulheres seguidas nas Unidades, tal como já acontece com muitos outros indicadores, mais ou menos importantes em termos de Saúde Pública e de Cuidados Primários. Neste caso, estimulando as equipas a melhores práticas no campo da Saúde Sexual e Reprodutiva.

Aqui d’El-Rei, grita Catarina Martins na AR, como se a proposta fosse um atentado ao direito ao aborto. Ó da guarda, grita Carmo Afonso na última página do Público de hoje, indignada por se assumir que o aborto presume uma falha no planeamento familiar, “sabendo-se que não existem meios contraceptivos 100% seguros”, diz ela, não percebendo que sim, estatisticamente, o excesso de IVG numa determinada população presume mesmo um problema de planeamento familiar e que o excesso de infecções sexualmente transmissíveis nessa população indicia mesmo falta de uso de preservativo.

Ao contrário do que dizem Carmo e Catarina, a introdução destes indicadores na contratualização com as equipas de Cuidados de Saúde Primários só peca por tardia. Oxalá a ministra da Saúde não se deixe impressionar com a gritaria.

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com