Boa tarde, menines

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 19 Abril 2023
Boa tarde, menines
  • Alberto Magalhães

 

 

Para não complicar demasiado a história, já que nós, neste país de pacóvios, ainda não estamos totalmente familiarizados com as subtilezas das dezenas de géneros que vieram substituir a, totalmente não-inclusiva, divisão da humanidade em sexo masculino e sexo feminino, limito-me a assinalar que, segundo as mais avançadas teorias sexológicas, quando os progenitores olham para o seu recém-nascido, verificam se tem pilinha ou passarinha e daí inferem que o rebento é, por força, menino ou menina, estão a espartilhar a construção da sua identidade de género.

Numa escola feminina do Reino Unido, as alunas de 11 anos puderam ver e discutir um vídeo, precisamente sobre estas problemáticas fundamentais. Uma semana depois, a professora de filosofia e educação religiosa entrou na sala de aulas e cumprimentou: “boa tarde, meninas” e as alunas imediatamente a acusaram de discriminação, pois nem todas se identificavam com o género feminino. A professora, empedernida moralista, já se vê, teimou em tratá-las como meninas e avisou que teria de envolver os pais na situação, caso insistissem em renegar o seu sexo biológico. A direcção da escola, pedagogicamente mais avançada, pediu desculpa à turma e não renovou o contrato com a professora.

Que a escola fosse exclusivamente para raparigas, não pareceu chocar ninguém. Mas em Espanha, país, esse sim, de vanguarda, o governo já decidiu que não subsidia escolas que se atrevam a ter turmas que não sejam mistas. Os professores deverão saudar: “boa tarde, meninas, meninos e menines”.

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