Notre-Dame de Paris

Nota à la Minuta
Terça-feira, 16 Abril 2019
Notre-Dame de Paris
  • Alberto Magalhães

 

 

Carlos Magno colocou-lhe a primeira pedra, em 1163. Mãe de todas as catedrais góticas, Nossa Senhora de Paris, sobreviveu a guerras e revoluções, incluindo a ocupação nazi e até, pasme-se, a Revolução Francesa. Passados os fervores revolucionários, assistiu à auto-coroação de Napoleão e, já no século XIX, foi salva da demolição por Victor Hugo que, em 1831, escreveu a história do corcunda Quasímodo e do seu infeliz amor pela cigana Esmeralda, tornando popular a sua restauração.

Ontem, não se sabe como, nem porquê, já passava das seis e meia da tarde em Paris, pegou fogo e foi sendo consumida pelas chamas, perante a estupefacção do mundo. Sujeita, há quase quatro anos, a uma cara e meticulosa operação de restauro, a Notre-Dame, o coração de Paris e um dos símbolos maiores da cultura europeia, ardia agora incontrolavelmente, enquanto Donald Trump, sempre ele, incitava os franceses a esmagar o monumento sob umas toneladas de água cadente.

Quando a maravilhosa agulha rendilhada se despenhou e os telhados de chumbo desapareceram, tornou-se evidente a dimensão da catástrofe. Agora, cabe perguntar: afinal que se passou? Com tanta norma de segurança, como foi possível passar-se o que se passou?

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